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“Acho feio se referir ao outro como o baixinho, o grandalhão, a gorda, a magricela, a orelhuda, o narigudo, a bunduda, o manco. As pessoas não são um nariz, uma altura, um corpo, um defeito. O que está por fora muda. Além do mais, a embalagem é vista de formas diferentes. Eu posso achar alguém muito feio e sua opinião pode ser justamente o oposto, você pode achar esse alguém lindo de morrer. Mas o ponto é: alguém quer mesmo saber o que você acha? Por que, ao invés de passar a vida falando do outro, você não cuida de você? Por que para o outro ter uma bunda em dia tem que ser tão importante? E quem disse que tem que ter bunda em dia? Quem disse que tem que ser bonito? Quem disse que você é bonito? Quem disse que você tem o direito de apontar para o outro e rir só porque ele tem as narinas abertas demais e os dentes da frente separados? Quem disse que você pode apelidá-lo de porco pelas características físicas?”
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“E por mais forte que você seja, por mais determinação que você tenha pra esquecer aquilo, chega uma hora que você sente falta, sente vontade de botar o orgulho de lado e dizer a ela que apesar da distância o amor continua igual.”